O inglês chegou primeiro: na adolescência, sozinho, movido só por curiosidade - eu queria entender as letras das bandas que ouvia e as piadas que a legenda não traduzia. Funcionou, mas levei mais de cinco anos para perceber que aquilo tinha virado fluência.
Anos depois, já adulto, tentei outro idioma do jeito convencional: comprei o curso, comecei animado e abandonei no meio do caminho. Passei muito tempo achando que o problema era eu, até entender que me faltava um sistema que respeitasse como meu cérebro realmente aprende e que se adaptasse à minha rotina - não o contrário.
Hoje, enquanto estudo mandarim e francês (e engatinho no coreano e no catalão), me dedico a investigar o processo de aprender idiomas. Não como linguista de formação, mas como alguém que testa métodos na prática, lê a pesquisa acadêmica com seriedade e organiza os padrões que observa. O que encontrei não foi uma fórmula. Foi um mapa.